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O problema é seu.
Se estabeleceu um processo é porque provavelmente ele é importante, como tal deverá ser verificada a sua eficácia. Para verificar se este está a ser eficaz temos que estabelecer objectivos para o processo.
Depois deveremos medir e/ou monitorizar o "atingimento" dos objectivos estabelecidos para o processo.
Resumindo, se achou que era um processo, então é mesmo melhor ver se este está a ser eficaz.
Cumprimentos de Portugal!
TV
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Caro Jorge Vallim
Concordo com tudo o que escreveu. Efectivamente aqui em Portugal também há agora uma tendência de "validar" todos os processos.
Já tive um caso com um auditor que considerou um processo especial a execução de maciços de betão para a colocação de postes de iluminação numa empresa e noutra empresa idêntica, um outro auditor, da mesma empresa de certificação, não o considerou.
Neste caso, também acho que se trata dum processo que deverá ser validado, mas efectivamente não existe uma uniformidade clara, nem penso ser possível obtê-la.
No caso dos serviços, aqui em Portugal, agora parece ser do senso comum, que todo os processos que envolvem relacionamento directo com os clientes (por exemplo o atendimento) devem ser considerados como "validáveis". O que não acontecia com a norma de 1994, embora não haja grande diferença para a de 2000, neste campo dos processos especiais.
O problema com a ISO 9001, é que chamamos a um documento que permite diversas interpretações, uma norma. Esta norma não tem nada a ver com um norma dimensional ou electrotecnica, é muito mais "aberta" a estas situações.
Talvez por isso nos permita estar aqui a escrever as nossas opiniões...
Melhores saudações
Teodoro
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Permitam-me discordar.
Formação (treinamento, em português do Brasil) não me parece que possa ser um "Processo especial".
Elaboração de propostas, também não me parece que seja um "Processo especial".
Os outros apontados, sim.
Podemos juntar os "clássicos" como pinturas, soldaduras e os demais industriais cuja "saída resultante não possa ser verificada por subsequente monitorização ou medição".
Se vamos por esta via radical de "deficiências apenas se manifestam depois de o produto estar em utilização ou de o serviço ter sido prestado", então quase tudo são "Processos especiais" e necessitarão de validação de acordo com 7.5.2, o que manifestamente não é verdade.
Mas como esta área é um pouco "cinzenta", posso perfeitamente "viver" com as opiniões precedentes.
Melhores cumprimentos
Teodoro Vieira
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O MQ pode ser dado a quem nós quisermos na empresa.
Não há regras definidas para tal em norma nenhuma. Impera o bom senso.
As cópias que não são muito utilizadas e sobretudo para pessoas que não vão ler "aquilo", poderão ser cópias não controladas.
Deverá ser inscrito nas cópias não controladas do MQ por exemplo o seguinte:
"DOCUMENTO SEM GARANTIA DE ACTUALIZAÇÃO"
Obviamente tal deverá ser explicado ás pessoas que o receberam...
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Não sei exactamente o que se passa no Brasil, mas na Europa, Estados Unidos da América e principalmente no Japão, não só a ISO 9000 está em regressão, mas, e muito mais as certificações já não significam o que significavam anteriormente.
O Japão nunca foi muito adepto das certificações da qualidade (é-o contudo no caso da certificação ambiental ISO 14001).
Em Portugal, actualmente só vai para o processo de certificação ou que já o é, ou quem é obrigado. Está inclusivamente a ser oferecido um organismo de certificação um chamado "Assessment Model" para a ISO 9004:2000, de modo a dar algum "caminho" ás boas empresas certificadas ISO 9001 para proseguirem no rumo real da qualidade.
Não querendo ser muito radical, posso contudo citar o que os japoneses diziam sobre a ISO 9001 aqui há uns anos:
Especifica-se "porcaria", faz-se "porcaria", tem-se a "porcaria" certificada pela ISO 9001!
Na minha modesta óptica, devemos aproveitar as coisas boas que as normas têm e apenas deveremos ser certificados se para tal formos "obrigados" - até porque é caro!
Outra desvantagem da certificação, é que é muito raro os auditores trazerem valor acrescentado para a empresa. Apontam em regra "não conformidades" que resolvemos com meras acções de correcção, uma vez que na maior parte dos casos, nem são necessárias acções correctivas. (São as chamadas vistas sociais dos auditores - infelizmente pagas)!
E nem estou a ser muito céptico...
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Uma acção correctiva podem ser seguidos os seguintes critérios:
Perante uma não conformidade detectada ou reclamação do cliente, não há lugar à implementação de uma acção correctiva quando se verificar a totalidade dos seguintes critérios:
? Não estiverem em causa riscos para o cliente e para a Organização,
? A estimativa do custo do tratamento da não conformidade for considerada aceitável, conjugada com uma previsível baixa frequência de ocorrência,
? Em caso de recorrência da não conformidade, os métodos e meios existentes garantem da sua detecção.
Se qualquer dos critérios anteriores não se verificar, deve ser implementada uma acção correctiva de modo a evitar a recorrência da não conformidade.
Penso que esta pode ser uma boa base de reflexão...
Teodoro.
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Olá Elisandra!
Literatura sobre esta norma só em Inglês:
Em www.patonpress.com, tem lá um livro que já li e que é interessante:
The ISO/TS 16949 Answer Book
Em www.qualitypress.asq.org, tem vários:
The ISO/TS 16949 (2002) Transition Toolkit (CD-ROM)
Apesar de ser membro da ASQ, aconselho o primeiro!
De qualquer maneira deixo aqui outra dica. Para conhecer bem a ISO/TS é preciso dominar a QS-9000, isto porque a norma da ISO não indica claramente os manuais da QS mas eles estão implícitos em diversos pontos da norma. Se se ler a ISO/TS sem se conhecer a QS-9000 fica-se com a ideia de que a norma não é mais do que a ISO 9001:2000 com alguns requisitos extra e não é bem só isso.
Espero ter ajudado.
Nota: aqui em Portugal estas coisas de livros especializados são algo dificil de arranjar sem ser em língua Inglesa, mas no Brasil talvez existam coisas que nós aqui não conhecemos....
Teodoro
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Não sei se reparou mas no ponto 4.2.4 da norma aparece escrito "tempo de retenção e eliminação dos registos".
Ou seja nesse procedimento também deverá estar escrito quanto tempo é que os registos são guardados e no caso de serem eliminados qual a forma de eliminação.
Ou seja, lá pelo facto de terem passado os 2 anos de retenção dos registos, não significa que tenha que os deitar fora, a menos que o tenha referido no procedimento.
Espero ter ajudado.
Teodoro
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Em Portugal as empresas que "perderam" a certificação são apenas aquelas que quiseram "sair fora" deste esquema de auditorias-certificação. Não há, nem nunca houve, empresas que fossem certificadas e "perdessem" a certificação numa auditoria.
No Brasil penso que também será assim?
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A política da Qualidade para cumprir a ISO 9001:2000 deve: "b) inclui um comprometimento de cumprir os requisitos e de melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da qualidade.
Como a norma também refere logo a seguir "enquadramento para o estabelecimento e a revisão dos objectivos da qualidade", o que se pretende é escrever textualmente "melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da qualidade" e depois através dum ou mais, objectivos da qualidade "enquadrados" pela política, garantir o seu cumprimento!
Como a norma não especifica objectivos da qualidade para as empresas, a forma de ter alguns foi esta...doutro modo a política não servia para nada!
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Caro Jorge,
Tudo é "certificável", já estou como diz o outro - "desde que vi um urso a andar de bicicleta, acredito em tudo". Obviamente que existem coisas mais "clássicas" como as unidades produtivas e ultimamente os serviços.
Em Inglaterra existem várias escolas, Câmaras Municipais e até portos de mar.
Eu próprio já comecei o processo de certificação dum clube de futebol, mas entretanto a direcção mudou e tudo foi por água abaixo.
No caso dos bombeiros, ou outro qualquer, há que identificar todos os tipos de serviços que prestam e posteriormente determinar quais os processos que existem para a prestação dos diversos serviços anteriormente identificados. Um mapa dará muito jeito nesta fase...
Um mapa dá jeito para se poder constar quais os processos comuns aos diversos serviços e qauis serão os processos chave. Aqui o documento ISO/TC 176/SC 2/N 544R2, que facilmente arranjará à borla no site da ISO (www.iso.ch), poderá ser útil.
Também sou de Portugal, mais concretamente de Lisboa. Poderemos contactar para desenvolver melhor este tema, isto como é óbvio, se houver algum interesse nisso da sua parte.
Melhores saudações
Teodoro
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Nós aqui em Portugal entendemos quase a 100% tudo o que se diz em "português do Brasil", o contrário é que nem sempre é verdade. Como tal poderia haver alguma expressão que eu tivesse traduzido que não fosse totalmente entendível...não é para me levarem a mal!
Um forte abraço
Teodoro
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Veja se estas servem:
A característica física e não física que constitui a natureza básica duma coisa ou é uma das suas caracteríscas distintas.
Webster?s Dictionary
Qualidade é a aptidão ao uso
Juran
Qualidade é a conformidade com os requisitos (claramente definidos)
Crosby
Há dois aspectos comuns na qualidade, um tem a ver com considerar a qualidade uma coisa como um objectivo realmente independente da existência do homem. O outro tem a ver com o que nós pensamos e sentimos como resultado da realidade objectiva.
Este lado subjectivo da qualidade está ligado à noção de valor.
Shewhart
Qualidade deve ser dirigida às necessidades dos consumidores,
presentes e futuras.
Deming
Qualidade de um produto ou serviço são as características compostas totais de marketing, engenharia, fabricação e manutenção, através das quais o produto e o serviço vão de encontro às expectativas dos clientes.
Feigenbaum
Qualidade é a perda um produto causa à sociedade depois de expedido, a não ser algumas perdas causadas pelas suas funções intrínsecas.
Taguchi
Estão em português de Portugal, se calhar precisam de alguns ajustes de "tradução".
Teodoro
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Caro Engº Jorge Vallim
Excelente resposta!
Na realidade numa auditoria de certificação o auditor não tem item na norma para apontar este tipo de não conformidade.
O item 5.1 a) é demasiado "aberto" e apenas obriga a Gestão de topo a comunicar "importância de se ir ao encontro dos...estatutários a regulamentares".
Ou seja, incumprimentos da empresa em termos ambientais ou de segurança não cabem propriamente na ISO 9001:2000, sendo relativamente fácil contestar uma não conformidade deste género apontada numa auditoria de certificação.
Obrigado e um abraço!
Teodoro.
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"Se for físico, um material contaminado, devem ser observadas regras ambientais e/ou sanitárias"
Caro Engº Jorge Vallim,
No caso duma auditoria ISO 9001:2000 a uma empresa que ao eliminar um registo não cumpra "as regras ambientais e/ou sanitárias", será que me podia indicar qual o requisito da norma onde posso apontar esta não conformidade...
Obrigado
Teodoro
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