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Mensagens enviadas por: SIDNEY TEYLOR OLIVEIRA
Índice dos Fóruns » Perfil de SIDNEY TEYLOR OLIVEIRA » Mensagens enviadas por SIDNEY TEYLOR OLIVEIRA
Autor Mensagem
Prezado Anderson,
A existência do campo que, tradicionalmente, é denominado DISPOSIÇÃO é útil e obrigotório, segundo o requisito 8.3 da norma ISO 9001:2000. Deve ser aturalizado, hoje, para TRATAMENTO DO PRODUTO NÃO CONFORME (alguns o denominam, somente, por CORREÇÃO. Segundo este requisito, deve haver registro dessas ações. Outro equívoco é acharmos que a disposição, ou correção, estejam relacionadas com uma ação IMEDIATA. Isso não é verdade, pois o tratamento do produto não conforme não tem uma realção com o tempo. Ele, apenas, deve ser realizado. Se é mais rápida a ação, ou não, vai depender dos recursos, da urgência, da gravidade e da efetiva possibilidade (nem sempre podemos fazer correções).
É interessante que tenhamos o campo para identificação da causa, apesar da norma, no reuquito 8.5.2 pedir registro dos resultados. Além de ser um ótimo exercício para elaboração da idéia, serve como elemento importante na "análise críticas das ações executadas" (8.5.2.f, da ISO 9001:2000).
Um abraço.
Sidney Teylor (sidneyteylor@br.inter.net)
Lembro que vincular as ações precentivas aos indicadores pode não se eficaz. Afinal, como possuir indicadores sobre o que não ocorreu? Além disso, quando a análise puder ser realizada com base em indicadores, muitas vezes, um longo tempo deverá ser considerado para demonstrar a eficácia da ação. Note que a análise crítica deve considerar a pertinência, a adequação e a eficácia. Num prazo curto, a eficácia pode ficar comprometida por falta de dados confiáveis.
Sidney Teylor (sidneyteylor@br.inter.net)
Gostaria de contribuir com esse tema que, como diz o Eduardo, é um assunto polêmico. Mas é necessário que se chegue a um denominador comum, visto que tem gerado muitos conflitos em auditoria. Algumas vezes, percebe-se que, inclusive, os próprios auditores de alguns orgãos certificadores cometem equívocos, cobrando aquilo que não tem sentido.
Primeiramente, nenhum desses conceitos exige um vinculação temporal. Para implementação de um SGQ os requisitos 8.3, 8.5.2 e 8.5.3, da ISO 9001, devem ser realizados. Não há porém nenhuma obrigatoriedade de que um tenha que ser realizado antes do outro. Por essa razão é um equívoco dizer que "remediação" é uma "ação imediata". O requisito 8.3 diz que deve ser realizada a "execução de ações para eliminar a não-conformidade detectada", ou seja "correção" (anteriormente, chamada de "disposição"), segundo o item 3.6.6, da ISO 9000:2000. A "correção" (ou "remediação", se assim o preferir) não faz parte da ação corretiva (requisito 8.5.2). A primeira atua sobre a "não-conformidade" (8.3). A segunda sobre a sua causa (8.5.2). Por esta razão devemos, sim, registrar os dois eventos.
Observei também, que foi dito que "somente após alguns dias será feita a ação corretiva", mais uma vez relacionando a ação com o tempo. Ora, se a causa da não-conformidade é facilmente identificada (e isso pode acontecer) e se existem recursos, não há a necessidade de que se passem "alguns dias". E, nesse caso, não há nenhum impedimento que uma "ação corretiva" seja realizada antes de um "correção". Tudo deve depender da realidade de cada processo, ou da natureza da não-conformidade identificada. Veja, por exemplo, o caso de um RECALL. A correção (requisito 8.3) pode ser muito demorada. A "ação corretiva" pode vir a aconter antes.
Quanto a ação preventiva é a ação dos sábios. Diz-se que "sábio é aquele que aprende com a experiência alheia". A ação preventiva pode ser o resultado de um intenso trabalho de "benchmarking" no qual as não-conformidades, ou mesmos as oportunidades de melhorias, observadas em outros sistemas sejam traduzidas em práticas adequadas no nosso. Nós, constantemente, tomamos ação preventivas. Basta que vejamos uma reportagem, na televisão, falando dos efeitos dos alimentos gordurosos sobre o organismo para que, "preventivamente", cortamos da nossa dieta, por exemplo, algum alimento suspeito. A própria implantação de muitos requisitos de um SGQ constitui-se em uma ação preventiva. Quando, por exemplo, no desenvolvimento de um projeto nos perguntamos "o que pode sair erradö" (modos de falha), estamos fazendo um exercício necessário às ações preventivas. O resultado desses exercício são as não-conformidades potenciais. A partir daí, basta tomarmos ações para neutralizar as causas das não-conformidades. Lembro, porém, que não é tão fácil assim. Algumas vezes, podemos diminuir a probabilidade de ocorrência, mas não a eliminamos. Os custos e a disponibilização de tecnologia pode ser um impedimento. As ações preventivas são mais comuns do que imaginamos, porém não as percebemos, pois estão, muitas vezes, incorporadas às nossas práticas do dia-a-dia.
Para terminar, deixo algumas questões para reflexão: Para toda não-conformidade é obrigatória uma "ação corretiva"? Ela é sempre possível? E a "correção"?
 
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