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Índice dos Fóruns » Sistema de Gestão Integrado
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ADALBERTO QUEIROZ


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Membro desde: 17/03/2003 17:48:05
Mensagens: 213
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Colegas,Recentemente, foram credenciados novos gurus,tais como José Hernani Arrym Filho, Paulo Cesar Jatobá e Jorge Vallim, este último que já é um dos 10 mais no fórum aberto e participa ativamente das discussões nas duas áreas do QualiFórum.Com o intuito de ampliar os temas e a abrangência dos nosso debates, transcrevo a resposta do sr.Marcelo Melgaço à minha solicitação de um panorama do BSC.Nossas boas-vindas a todos os novos gurus e aproveitem a Resposta do GURU Marcelo Melgaço:"Agradeço-lhe as boas vindas e a oportunidade de responder à sua pergunta. O BSC (Balanced Scorecard) foi "lançado" em um artigo de Kaplan e Norton publicado na Harvard Business Review em 1992. De lá para cá, evoluiu conceitual e metodologicamente para se tornar um dos mais poderosos recursos da moderna gestão empresarial. Uma das maiores autoridades do assunto no mundo, Gavin Lawrie, afirma que estamos caminhando para os BSCs de terceira geração.Ao contrário de algumas febres que conhecemos, notadamente a reengenharia, o BSC dá mostras de efetivamente ter encontrado seu "lugar ao sol". Poucos são os assuntos relativos à gestão organizacional, atualmente, mais debatidos que esta ferramenta de gestão. Esta importância é absolutamente justificável pela necessidade que as organizações tem de medir e avaliar seu desempenho. Como sabemos de onde viemos, onde estamos e para onde iremos, em termos de desempenho? Como avaliar se os processos de trabalho estão funcionando de acordo com o que se espera deles? Como determinar se nossas ações ou iniciativas de melhoria surtiram efeito? Não é por acaso que a pontuação do Critério 8 do Prêmio Nacional da Qualidade - Resultados, em que o sistema de medição e avaliação de desempenho da organização é posto à prova - corresponde a 45% do total de pontos possíveis. Segundo Will Kaydos, autor do livro Operational Performance Measurement, "A maioria dos gestores nem pensariam em embarcar em um avião no qual estivesse faltando a maioria dos instrumentos de navegação. Mas esses mesmos gestores estão `pilotando´ perigosamente suas organizações por não terem medidas de desempenho relevantes e confiáveis."Nas instituições públicas, o problema é o mesmo. Os gestores públicos não tem mecanismos para avaliar o progresso de suas ações. Quantas vezes já ouvimos exortações políticas do tipo "Vamos reduzir o índice de crianças subnutridas para X%", "Vamos aumentar a quantidade de residências com acesso à água tratada e esgoto em Y%", "Vamos reduzir o índice de desemprego para Z%"? De que adianta definir-se metas se não construiu-se o sistema de indicadores que permitiria avaliar o progresso em direção à elas? Se não há medição, se não há dados, não se conhecem os fatos. Desta forma, é impossível corrigir o rumo em direção ao futuro desejado.A medição de desempenho é o primeiro passo que leva ao controle e à melhoria. O BSC é o modelo de medição mais respeitado e conceituado, mas deve ser muito bem compreendido e adaptado. Apenas um exemplo: o BSC associa todas as medidas de desempenho a objetivos, ou estratégias. Alguns "implementadores" do BSC o colocam (ou pelo menos tentam) para funcionar sempre como um sistema de "Estratégia em Ação". Para organizações evoluídas em termos de gestão é a abordagem correta, pois já passaram por esforços de planejamento estratégico e, muito provavelmente, têm um plano estratégico em andamento ou implementação. E as organizações que não têm e/ou nunca tiveram um plano estratégico, devem ficar sem indicadores para medir seu desempenho? Óbvio que não! Neste caso seria desenvolvido um sistema de medição para que a organização possa descobrir em que patamar de desempenho se encontra, e então desenvolver seu plano estratégico de forma muito melhor estruturada e bem fundamentada. Certos "defensores intransigentes" do BSC não vêem como implementar um sistema de medição que não esteja associado a estratégias, o que é uma falácia.Espero ter respondido à sua pergunta e, por meio desta oportunidade, aberto uma ampla esfera de debate relativo à medição de desempenho, sistema de indicadores e Balanced Scorecard. Atenciosamente,Marcelo Melgaço"
DORIAN L. BACHMANN



Membro desde: 14/07/2003 09:52:20
Mensagens: 5
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Prezado Adalberto,

Pessoalmente discordo da opinião expressa no final do texto. O BSC é uma
ferramenta para implementação da estratégia logo, não pode ser aplicada a
organizações que ainda não tem uma estratégia estabelecida. Agora, quanto a
criar um plano de medição com indicadores, mesmo nesta situação, não tenho
dúvidas. Afinal, só se gerencia aquilo que se mede. Mas uma conjunto de
indicadores, mesmo podendo ser chamado de painel de controle e considerando
todos os aspectos do BSC, não é o verdadeiro Balanced ScoreCard. A Qualidade
Total já recomendava este tipo de abordagem há muito tempo.

Um abraço,

Dórian L. Bachmann
www.bachmann.com.br
ADALBERTO QUEIROZ


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Membro desde: 17/03/2003 17:48:05
Mensagens: 213
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Prezado Dorian,
A partir de sua opinião, uma nova linha de discussão se anuncia.
Quem mais se habilita a trazer outras opiniões?
MARCELO MARTINS MELGAÇO



Membro desde: 02/07/2003 15:03:36
Mensagens: 49
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Caro Dórian,

É certo que a qualidade total sempre recomendou o uso de indicadores, mas não
sob o espectro das perspectivas e relações de causa e efeito (drivers /
outcomes), elementos (aspectos) essenciais de um BSC.

Talvez não tenha me expressado claramente. Mas ao dizer "E as organizações que
não têm e/ou nunca tiveram um plano estratégico, devem ficar sem indicadores
para medir seu desempenho? Óbvio que não! Neste caso seria desenvolvido um
sistema de medição para que a organização possa descobrir em que patamar de
desempenho se encontra, e então desenvolver seu plano estratégico de forma
muito melhor estruturada e bem fundamentada. Certos ?defensores intransigentes"
do BSC não vêem como implementar um sistema de medição que não esteja associado
a estratégias, o que é uma falácia."

Tentei expor que não se deve prescindir de um sistema de medição de desempenho
pelo fato de não se ter estratégias. E, realmente, não se terá o verdadeiro
BSC, o que não é necessariamente prejudicial para a organização. Enfoques
alternativos ao BSC vêm sendo desenvolvidos e colocados em prática,
principalmente no Reino Unido, como o Performance Prism, sugerindo que devemos
agir de forma crítica, ponderada e parcimoniosa com relação a qualquer prática
de gestão.

Atenciosamente,

Marcelo Melgaço
 
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