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![[Post New]](/qualiforum/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 10/01/2007 08:36:28
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CARLOS AUGUSTO FALCÃO DA SILVA
Membro desde: 16/04/2006 14:21:21
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Na empresa onde trabalho, tenho um problema potencial de controle de não conformidades. A Qualidade Operativa registra os Relatórios de Não Conformidade seguindo alguns critérios. Os Relatórios são encaminhados aos setores geradores da NC, que fará a investigação das causas. Ele também é quem dará a disposição à NC (Sucatar, Retrabalhar, Reclassificar etc). No mesmo relatório, existe também a determinação dos Planos de Ação (Corretiva/Preventiva), com seus prazos (definidos, ainda, pelo setor gerador). E, neste prazo, são realizados acompanhamentos pela Qualidade Operativa, que investigará se as ações tomadas foram eficazes. O meu grande (pra não dizer, incomensurável) problema é este acompanhamento. Por exemplo, às vezes temos um lote com 1000 peças e 3 são rejeitadas. Uma NC é apontada e um Plano de Ação, neste caso, deve ser aberto (segundo meu procedimento). Mas não vejo a necessidade de se montar um P.A. para uma situação tão pequena. Ou, por exemplo, um erro de contagem de peças. É difícil você montar um P.A. com uma situação dessas. E, como o procedimento solicita que isso seja feito, os acompanhamentos acabam nem sendo realizados...em algumas situações, nem mesmo um P.A. consegue ser determinado. Então, pensei em montar a seguinte situação: no meu relatório NC, eliminar os campos para P.A. e acompanhamento, mantendo, somente, os pontos de registro da mesma (investigação das causas, ação de contenção e Disposição Final). Todas as situações continuarão sendo apontadas neste relatório, a exemplo do que já acontece hoje. Porém, ao final do mês vou reunir, por exemplo, os 5 maiores refugos no período (e a reincidência em mesmos itens) e montar um RACP (Relatório de Ação Corretiva e Preventiva), onde trataremos as causas deste problema, lançando mão do Diagrama de Causa e Efeito para a Definição das causas. Neste, sim, terei planos de ação, prazos, acompanhamentos, verificação de implementação e eficácia etc. Outra situação será a reclamação/devolução de clientes. Para todos os casos abrirei um RACP, nem passando pelo RNC.O que quero discutir aqui é o seguinte: posso fazer isto que citei acima? Na síntese, abolir os Planos de Ação Corretiva e Preventiva do Relatório de NC e determinar, seguindo certa metodologia, uma sistemática para Ações Corretivas e Preventivas em separado...gostaria de trocar idéia com os participantes sobre como fazem, as melhores práticas etc.Agradeço imensamente a atenção de todos...Guto
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![[Post New]](/qualiforum/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 10/01/2007 23:22:10
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TEODORO VIEIRA
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Membro desde: 07/11/2004 13:27:26
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Localização: Lisboa
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Primeiro que tudo, não concordo nada com a "mistura" de acções correctivas com
acções preventivas.
As acções preventivas não devem vir de não conformidades!
Acções preventivas devem aparecer vindas por exemplo das acções de Design
Control (7.3).
Depois, de acordo com a norma ISO 9001:2000, eu não devo implementar acções
correctivas quando tenho não conformidades. O que eu tenho que fazer, são
acções de correcção e eventualmente acções correctivas para eliminar a causa da
não conformidade (8.5.2 c)).
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![[Post New]](/qualiforum/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 11/01/2007 11:13:33
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ADALBERTO QUEIROZ
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Membro desde: 17/03/2003 17:48:05
Mensagens: 213
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* * * * * * * * * * DOCUMENTO DE RESPOSTA do GURU Geraldo Falcão* * * * * * *
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Caro amigo Carlos Augusto Falcão da Silva.
Agradeço a confiança e encaminhamento de dúvida.
Bem, esta questão poderia ser encarado de uma forma simplória,mas certamente se
fosse tratada merante como um problema de "sistema de trabalho", a resposta
seria "Sim". Pode ser feito. Mas enxergar esta questão de uma forma simplória,
pode mascarar situações que podem estar por trás de uma mera simples questão de
sistemática. Vamos tentar analisar sob duas formas e tentar concluir forma
direta.
Ao se analisar o desempenho de uma fábrica, temos que ter em mente, o seu
desempenho global. Sua eficiência geral, e não somente de uma linha de produtos
ou lotes produzidos.
De repente, dentro de uma escala industrial, estes meros 03 problemas citados,
podem representar muito dinheiro, ou uma quantidade representativa de problemas
ao longo de um ano, meses, etc. Portanto, ao ser analisada uma ocorrência de
Não conformidade, por menor que seja, o primeiro passo, é o de se analisar a
representatividade global de um problema. Em termos de custos, produtividade,
retrabalhos, custos da qualidade , Problemas de projeto de produto, Capacidade
de Processo de fabricação, qualificação de pessoal, possibilidade técnica de
atendimento as especificações, problemas de tecnologia de
equipamentos/ferramental, concorrência, etc, etc
O problema pode ter várias outras origens e desdobramentos, por trás de uma
mera não conformidade, ou falha pontual, pode esconder um problema realmente
sistêmico, tecnológico e operacional.
Esta análise deve ser feita, e, a decisão de se mudar uma sistemática de
trabalho, deve ser cuidadosamente analisada, em toda sua abrangência, antes de
flexibilizá-la. Não estamos dizendo que os sistemas ISO9001, não mereçam ser
flexibilizados, pelo contrário, a empresa tem total liberdade de flexibilizar
ou aumentar seus controles, desde lógico que os requisitos mínimos da norma
sejam atendidos.
Minimamente não se esqueça de:
1) Registrar os problemas, atribuir disposições, rastrear, reinspecionar,
promover recall(caso necessário) para atender ao elemento 8.3.;
2) demonstrar que a causas identificadas ao longo do tempo estejam sendo
monitoradas, por que se o problema ressurgir, novas causas devem ser
identificadas, para que não se tomem as mesmas ações.O que definitivamente,
demonstra que as ações anteriores não foram eficazes;
3) Busque sempre a eficácia das ações, através de correto estudo de causas (com
a metodologia que você escolher);
4) demosntre que os clientes estão sendo atendidos e a satisfação não esteja
afetada por isso
5) demonstre que os problemas nÃo afetam seus indicadores de performance ;
A outra análise é que a empresa pode perfeitamente após concluir que o problema
é pontual ( o que é normal que ocorra), flexibilizar sua sistemática de
trabalho, e registrar várias medições , para tentar observar após um
determinado período , se o problema é sistêmico e representativo, antes de
tomar medidas corretivas e ações de melhoria.
O que estou querendo dizer é que o que vai dizer se o problema merece ou não
ser tratado de forma imediata, ou que este problema não é representativo, é a
correta analise do problema considerando todas as variáveis que citei acima.
Concluindo, amigo Carlos Falcão, nosso nível de tolerância aos problemas, irá
depender do quanto este problema está "corroendo" nossas bases de sustentação,
que são nossos clientes, sua satisfação, o diferencial de concorrentes e a
saúde financeira de seu negócio.
Espero ter ajudado
Um forte abraço
Geraldo Falcão
Marcasbrasil consultoria
www.marcasbrasil.com.br
(11) 4152 8480
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